
Bahia celebra Dia Nacional da Pecuária com recordes e reconhecimento internacional em sanidade animal | SECOM
A Bahia celebra o Dia Nacional da Pecuária, nesta quarta-feira (14), com resultados históricos na produção animal e avanços que consolidam sua posição entre os principais polos pecuários do país. O crescimento dos rebanhos, a valorização da produção e a conquista de certificações internacionais refletem o fortalecimento do setor, impulsionado por políticas públicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em parceria com os produtores rurais.
Um dos principais marcos dessa atuação foi o reconhecimento da Bahia, em 2025, como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A conquista reforça a segurança sanitária dos rebanhos, valoriza a produção baiana e amplia as oportunidades de acesso a mercados nacionais e internacionais.
Com 384 escritórios distribuídos pelo estado, a Adab desenvolve ações permanentes de vigilância epidemiológica, fiscalização, educação sanitária e prevenção de doenças. O trabalho inclui a execução dos programas nacionais de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) e de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), fundamentais para a proteção dos rebanhos e a qualidade dos produtos de origem animal.
Para o secretário da Agricultura, Vivaldo Góis, os resultados demonstram a importância da integração entre poder público e setor produtivo. “A atuação da Adab, em conjunto com produtores e demais instituições do setor, é parte desse esforço para promover uma atividade cada vez mais produtiva, segura e sustentável”, destaca.
O secretário também ressalta o pioneirismo da Adab, primeira agência de defesa agropecuária a conquistar a certificação internacional ISO 9001:2015, que reconhece a qualidade da gestão, a padronização dos procedimentos e a eficiência dos serviços prestados.
Segundo o diretor da Adab, Paulo Sérgio Luz, a defesa sanitária é essencial para garantir a segurança dos alimentos e a competitividade da produção. “A articulação entre poder público e setor produtivo é fundamental para ampliar a adesão às medidas preventivas e manter a capacidade de resposta diante de riscos sanitários”, afirma.
Crescimento histórico dos rebanhos
Os avanços também aparecem nos números. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor da produção pecuária baiana alcançou R$ 3,46 bilhões, crescimento de 4,7% em relação a 2024.
O rebanho bovino atingiu 13,8 milhões de cabeças, o maior volume em 51 anos, com acréscimo de 130,4 mil animais. O resultado representa o segundo maior crescimento absoluto do país e mantém a Bahia na sétima posição nacional, com 5,9% do rebanho brasileiro. Na ovinocaprinocultura, o estado reafirmou a liderança nacional, com 6 milhões de ovinos e 4,7 milhões de caprinos. Os crescimentos de 13,9% e 9,7%, respectivamente, foram os maiores do Brasil em números absolutos.
Outros segmentos também avançaram. O rebanho de equinos chegou a 494,1 mil animais, alta de 2,9%, colocando a Bahia na segunda posição nacional. Já o efetivo de galináceos cresceu 3%, alcançando 48,1 milhões de aves. A produção de ovos de galinha também bateu recorde histórico, com 134,1 milhões de dúzias, crescimento de 5,2%. A produção de mel voltou a crescer após dois anos de queda, registrando alta de 4,2% e chegando a 4,8 mil toneladas. Na pecuária leiteira, a produção foi de 1,23 bilhão de litros. O valor gerado aumentou 0,3%, alcançando aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
Sanidade e inovação ampliam oportunidades
Para o presidente da Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste), Gill Areas, a parceria entre o setor produtivo, a Seagri e a Adab tem sido decisiva para os avanços da pecuária baiana. Ele destaca a importância dos investimentos em sanidade, rastreabilidade, certificação e industrialização para agregar valor à produção e conquistar mercados mais exigentes.
“O desafio é transformar o crescimento dos rebanhos em maior produtividade, competitividade e rentabilidade para o produtor. Para isso, precisamos avançar no acesso ao crédito, na infraestrutura, no melhoramento genético, na recuperação de pastagens e na adoção de novas tecnologias”, avalia.
Fonte: Ascom/Seagri
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