
Maratonista olímpico Daniel Ferreira é encontrado vivo após 44 dias

O ex-maratonista Daniel Ferreira do Nascimento foi encontrado com vida nesse sábado (1º). O ex-atleta, que representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estava na zona leste de São Paulo. Com 28 anos de idade, Danielzinho, como o corredor era chamado, tinha o paradeiro desconhecido desde 19 de junho de 2026.
Ele foi visto pela última vez em Paraguaçu Paulista, no interior do estado. Depois de ficar 44 dias desaparecido, foi reconhecido por um pedestre na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, no Belenzinho, em São Paulo. A partir desse reconhecimento, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada. Após a verificação dos dados, o próprio atleta confirmou a identidade. O reencontro com os familiares ocorreu no 30º Distrito Policial, no Tatuapé.
Desde o desaparecimento, familiares do corredor mobilizaram diversas campanhas em redes sociais para que Danielzinho fosse encontrado.
Olimpíada de Paris e o doping em 2024
Além de representar o Brasil em 2021 nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ele ainda é o recordista sul-americano da maratona, com 2:04:51. A histórica marca foi obtida na terceira maratona do corredor, em abril de 2022, em Seul (Coreia do Sul). Ele quebrou o recorde brasileiro e sul-americano, que durava 24 anos e pertencia a Ronaldo da Costa, que fez o tempo de 2:06:05 na Maratona de Berlim de 1998, então recorde mundial. Esta marca é a mais rápida para a distância por um maratonista não nascido na África.
Em abril de 2023, Danielzinho obteve o índice olímpico para os Jogos de Paris 2024, ao fechar em quarto lugar a Maratona de Hamburgo, com o tempo de 2:07:06. Mas, em julho de 2024, às vésperas dos Jogos Olímpicos, testou positivo para esteroides anabolizantes durante um teste-surpresa feito pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).
As análises encontraram traços de drostanolona, metenolona e nandrolona (três hormônios anabolizantes). Foi preventivamente suspenso e impedido de participar dos Jogos Olímpicos. Em maio de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) suspendeu o atleta por cinco anos por doping. A punição foi definida de forma retroativa a 15 de julho de 2024 (data do seu teste). Dessa forma, o atleta está banido do esporte até julho de 2029.
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